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Arte erótica ocidental é contada em 69 histórias de desejo

Belém Palanco. Madri, 5 jan (EFE).- A paixão em possuir o corpo do amante é tão antiga como o mundo.

EFE |

O desejo pela intimidade, pelo erótico e o sensual foi e sempre será inspiração para os artistas.

Uma mostra da grande marca deixada pelo desejo carnal na História da Arte do Ocidente constitui o livro que acaba de chegar às livrarias, "69 histoires de désir" (69 histórias de desejo, em livre tradução). Um museu do imaginário erótico do pesquisador francês Jean-Manuel Traimond.

Por meio de diversos gêneros e suportes artísticos, de lenços a fotografias, passando por gravuras, esculturas e cerâmicas, Traimond esboçou suas "69 histórias de desejo" ocidentais com 69 peças, em alusão à posição sexual.

O estudioso apresenta as variações da prática do sexo, com imagens que vão do sexo oral até a entrega prévia ao orgasmo, em obras que estão na História da Arte da França, Alemanha e Espanha.

As "69 histórias de desejo", da Editora Electa, relatam quais são as paixões carnais que se repetem eternamente na Humanidade, apresentando as obras em fotos e maquetes.

Algumas delas, como os "Vasos de figuras vermelhas" da etapa de pintura negra da Grécia Antíga (século VI a.C., Museu do Louvre, Paris), que exibe motivos com masturbação de e por homens, servem para que o autor se questione "gozavam gregos e romanos de mais liberdade sexual que nós?".

Para Traimond, "a arte erótica ocidental sempre circulou entre estes dois pólos: a carne e o cilício, dom Carnal e dona Quaresma, ensinar e esconder".

Em "69 histórias de desejo" sobram mais as imagens do desejo masculino em mais uma demonstração de que a tradição histórica e cultural outorgou maior liberdade à inspiração do artista homem para expressar seus desejos carnais do que às mulheres artistas, que foram mais recatadas até final do século 19 e o início do século 20.

Este intervalo marcou a produção desta obra, na qual existem mais peças anônimas que realizadas por mulheres e no qual se vê que o "politicamente correto" também influenciou na História da Arte, inclusive nas estampas mais lascivas e provocantes.

Em seu livro, o autor rompe com a habitual apresentação cronológica dos tratados de História da Arte e, em sua seleção, há obras também de artistas vivos como David Hamilton, Jean-Robert Iposutéguy, Eric Fischl, Milo Manara e Tom Wesselmann.

Não poderia faltar quando o tema é a sexualidade nomes consagrados como Pablo Picasso, Lucas Cranach, o Velho, Miguel Ángel, Tiziano Vecellio, Caravaggio, Rubens, Rembrandt, Diego Velázquez, Ingress, Édouard Manet, Gustave Coubert, Gustav Klimt, Amedeo Modigliani, Auguste Rodin, Balthus, René Magritte, Robert Mapplethorpe e Marcel Duchamp. EFE bp/dm

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