Arquidiocese de Miami propõe adoção de órfãos haitianos

Miami, 14 jan (EFE).- A arquidiocese de Miami propôs hoje que crianças haitianas que ficaram órfãs no terremoto de terça-feira sejam adotadas por famílias americanas.

EFE |

Randolph McGrorty, diretor-executivo dos Serviços Legais Católicos (CLS, na sigla em inglês) da arquidiocese, informou que esta entrou em em contato com o Governo americano para sugerir o programa de adoção, a partir do qual as crianças haitianas entrariam no país com vistos humanitários.

"Devido à magnitude do ocorrido no Haiti, é uma prioridade trazer estas crianças órfãs aos Estados Unidos", disse McGrorty nesta quinta-feira, durante uma entrevista coletiva no escritório do congressista cubano-americano Mario Díaz-Balart.

A Igreja Católica utilizaria o mesmo sistema usado durante a operação "Pedro Pan", que levou mais de 14.000 crianças de Cuba para os EUA entre 1960 e 1962.

O objetivo, destacou McGrorty, é dar um futuro às crianças haitianas que perderam seus pais no terremoto, no qual podem ter morrido de 45.000 a 50.000 pessoas, segundo Víctor Jackson, um dos diretores da Cruz Vermelha no Haiti.

Um dos primeiros passos para viabilizar este ambicioso projeto é localizar abrigos temporários para acolher os menores. Um deles estaria no condado de Broward, no norte de Miami, segundo o religioso.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.

Ontem, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de "centenas de milhares" de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor. EFE sob/sc

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