Arqueólogos descobrem o maior cemitério da idade da pedra no Saara

Arqueólogos americanos descobriram o maior cemitério da idade da pedra no Saara, que remonta ao período em que a região ainda não era desértica, anunciaram cientistas nesta quinta-feira.

AFP |

Este sítio arqueológico de grande riqueza, batizado Gobero, remonta a 10.000 anos e contém esqueletos humanos e de animais, entre os quais peixes e crocodilos de grande porte.

Gobero fica na parte central do Saara no Níger, no deserto de Tenere, ou o deserto dos desertos na língua dos nômades Tuareg.

Esta descoberta ocorreu por acaso e foi feita por Paul Sereno, paleontólogo da Universidade de Chicago (norte) quando trabalhava com sua equipe neste sítio rico em fósseis de dinossauros.

Nesse lugar foi reconstituído o esqueleto de Sarcosuchus imperator (crocodilo imperador), um dos maiores do mundo e atualmente extinto que vivia nos rios africanos do Cretáceo Médio, há 110 milhões de anos.

Este paleontólogo também descobriu o Nigersaurus, dinossauro herbívoro dotado de uma forte mandíbula com 500 dentes e que viveu no mesmo período.

A descoberta do cemitério de Gobero revela a existência no passado de duas populações humanas diferentes separadas por mais de um milênio.

Enquanto os cientistas exploravam o local, viram dezenas de ossadas humanas fossilizadas que grudaram na superfície pela ação do vento quente do Saara.

Além das ossadas humanas e de animais, estes cientistas observaram pontas de arpões, instrumentos de pedra e pequenos objetos decorativos furados para fazer colares.

O sítio nunca havia sido visitado, segundo os arqueólogos.

A descoberta é assunto de um artigo na edição de setembro da revista americana National Geographic.

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