Armas de milicianos abatidos em Nablus mataram colono judeu, diz Israel

Jerusalém, 27 dez (EFE).- As armas apreendidas de um dos três milicianos palestinos mortos por soldados israelenses na cidade de Nablus, na Cisjordânia foram usadas no assassinato de um colono judeu dois dias antes, assegurou hoje o Exército após obter os resultados de balística.

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"A análise de balística demonstra que as armas encontradas na casa do terrorista Annan Soboh em Nablus, foram as usadas no assassinato de Meir Avshalom Hai", diz um comunicado do Exército israelense.

Soboh, miliciano das Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, braço armado do Fatah, morreu ontem em sua casa da cidade cisjordaniana em uma batida de soldados israelenses com o objetivo de prendê-lo.

Outras duas operações paralelas na mesma cidade acabaram com a morte de outros dois milicianos - Raed al-Sarkaji e Ghassan Abu Sharej -, aos quais, como a Soboh, o serviço secreto israelense acusava pelo ataque contra o colono na quinta-feira passada em uma estrada do norte da Cisjordânia.

O comunicado do Exército segue às acusações da Autoridade Nacional Palestina (ANP) e de várias organizações de direitos humanos que os soldados israelenses poderiam ter executado os três, já que reconheceu que eles não dispararam contra suas forças, mas unicamente se refugiaram em suas casas quando foram exigidos que saíssem.

Os dois últimos fatos, os mais graves na Cisjordânia nos últimos oito meses, chamaram a atenção da Casa Branca, que pediu explicações a Israel sobre o comportamento de seus soldados, após a denúncia apresentada pelo Governo palestino. EFE mn-elb/ma

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