Armadores reclamam da ONU um bloqueio naval diante do litoral da Somália

Armadores de todo o mundo reunidos nesta segunda-feira em Kuala Lumpur reclamaram da ONU que proceda a um bloqueio naval ante às costas somalis para evitar que os piratas continuem seqüestrando navios na zona.

AFP |

Durante uma conferência regional sobre segurança marítima, diretores das companhias do setor também pediram que sejam esclarecidas as regras de intervenção para que outros navios interceptem os piratas que atuam Golfo de Aden e estes possam ser levados ante a justiça.

"Seria bom que a ONU coordenasse uma ação naval frente ao litoral da Somália. A ONU poderia impor um bloqueio frente ao litoral somali", afirmou Peter Swift, representante da Associação Internacional de Armadores Petroleiros (INTERTANKO), com sede em Londres.

Segundo os participantes, se os atos de pirataria não cessarem, isso terá conseqüências séries no comércio mundial, pois o 90% do tráfego comercial são realizados por via marítima.

"Isso terá um impacto no comércio mundial se não dermos soluções rápidas. A situação se deteriora. Precisamos de um ação urgente", afirmou.

"Há tempos estamos pedindo à ONU apoio naval à marinha mercante para proteger os marinheiros e o comércio mundial", acrescentou.

"As Nações Unidas deveriam intervir e posicionar uma missão marítima de manutençao da paz. Os piratas o pensarão duas vezes antes de agir", afirmou, por sua vez, Yohei Sasakawa, presidente da Nippon Foundation, que trabalha para melhorar a segurança dos navios.

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