Arias pede união da América Latina apesar de ideologias

BOGOTÁ (Reuters) - O presidente da Costa Rica e ganhador do Nobel da Paz, Oscar Arias, pediu na terça-feira a seus colegas da América Latina que deixem suas diferenças ideológicas de lado e trabalhem juntos contra a pobreza, o analfabetismo e as doenças que assolam a região. Arias, que encerra seu mandato em 8 de maio, deve deixar a política, encerrando uma carreira de mais de 40 anos que fez dele um dos estadistas mais respeitados da região. Ele faz sua última visita oficial à Colômbia, onde se reuniu com o presidente Álvaro Uribe.

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O costarriquenho disse que o passar dos anos não bastou para resolver os problemas básicos da América Latina, principalmente a pobreza e a desigualdade.

"Tantas necessidades que não pudemos satisfazer, e enquanto isso aqui na América Latina continuamos polemizando sobre qual das ideologias ou dos 'ismos' - socialismo, comunismo, liberalismo, capitalismo - é a resposta", disse Arias a jornalistas.

"Temos que fazer um esforço muito grande para superá-las e para virar a página da luta ideológica, para, com maior pragmatismo, tentar maximizar as taxas de crescimento nas nossas economias e criar sociedades mais justas, mais solidárias, mais inclusivas e menos desiguais, que é uma das coisas que mais envergonha a América Latina."

Arias governou a Costa Rica de 1986 a 1990, e depois novamente a partir de 2006. Ele salientou o apoio que recebeu por parte de Uribe, que entregará o governo em 7 de agosto, depois de ser proibido pela Justiça de disputar um terceiro mandato.

Atualmente, a América Latina está dividida entre um grupo de presidentes considerados de esquerda, que promovem o socialismo para derrotar a pobreza, e outros mais sintonizados com os EUA e com as políticas de livre-mercado, qualificados de direita.

(Reportagem de Luis Jaime Acosta)

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