San José, 8 set (EFE).- O presidente da Costa Rica, Óscar Arias, mediador da crise política hondurenha, anunciou hoje uma visita muito em breve à América Central de funcionários do Departamento de Estado americano para analisar a situação em Honduras.

"Funcionários do Governo dos Estados Unidos vão fazer uma visita à América Central para falar comigo e imagino que com outros presidentes centro-americanos", disse Arias a jornalistas, sem detalhar datas ou locais.

Arias disse que um dos representantes americanos deve ser o secretário de Estado adjunto para a América Latina, Thomas Shannon.

O presidente costarriquenho comentou que a visita tem como objetivo "avaliar que medidas continuam" e o que se pode esperar depois do que já foi feito para solucionar a crise surgida depois do golpe de Estado que derrubou Manuel Zelaya em 28 de junho.

Arias reiterou que o acordo de San José, proposto por ele na qualidade de mediador, continua sendo a única saída aceita pela comunidade internacional para solucionar o conflito em Honduras.

O chefe de Estado costarriquenho afirmou que o Governo do presidente de fato em Honduras, Roberto Micheletti, nomeado pelo Congresso no lugar de Zelaya, "está prejudicando o povo" ao se negar a devolver o poder.

"Os senhores em Tegucigalpa não medem as consequências do dano que estão fazendo ao povo hondurenho, porque as sanções são muito severas, a ajuda externa foi suspensa", apontou Arias.

"Que sentido tem continuar com o 'status quo' se a comunidade internacional não vai reconhecer o próximo presidente de Honduras", que surgirá das eleições marcadas para 29 de novembro, disse o governante costarriquenho.

"Não perco a esperança de que chegará o momento do retorno do presidente Zelaya ao poder", concluiu Arias. EFE dmm/bba

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