O presidente da Costa Rica, Oscar Arias, criticou nesta quinta-feira o armamentismo na América Latina ao pedir um maior controle da venda de armas ante o Conselho de Segurança da ONU.

"Na América Latina, que jamais foi tão pacífica ou democrática, este ano serão destinados quase 60 bilhões de dólares para gastos militares em uma região com uma escolaridade média de 7 anos e uma pobreza que afeta mais de 200 milhões de habitantes", assinalou Arias em sua intervenção.

Arias, cujo governo defende um tratado na ONU para evitar a venta de armas a países que possam usá-las para violar os direitos humanos ou agredir o direito internacional, disse que, assim como há a preocupação de que as armas nucleares caiam em mãos terroristas, é legítimo inquietar-se em relação ao armamento convencional.

"Quem disse que matar milhares de um só golpe é pior que matar milhares todos os dias?", questionou Arias, cujo país carece de um exército formal.

Um recente acordo que ainda deve ser assinado e que permitirá que militares americanos usem bases na Colômbia e os anúncios de grandes aquisições de armamento por parte da Venezuela e do Brasil levantaram polêmica nas últimas semanas na América Latina.

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