Arias considera inconveniente isolar Governo de fato de Honduras

Miami, 29 set (EFE).- O presidente da Costa Rica, Óscar Arias, afirmou hoje que seria inconveniente se comunidade internacional isolasse o Governo de fato de Honduras, em meio à crise política vivida pelo país após a deposição do líder Manuel Zelaya.

EFE |

"O pior que pode acontecer à comunidade internacional é querer isolar o Governo de fato. Devemos estar em comunicação com ele, para que escute nossos conselhos", declarou Arias em Miami, antes de discursar na Conferência das Américas, organizada pelo jornal "The Miami Herald", pelo Banco Mundial e pela Universidade Internacional da Flórida.

Acrescentou que a comunidade internacional tem que "visitar o país" e que, se fosse possível, ele mesmo viajaria a Honduras, mas que, por enquanto, "iria o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OES), José Miguel Insulza, e dez chanceleres".

O grupo de chanceleres planeja viajar a Tegucigalpa no dia 7 de outubro, afirmou Arias.

O governante costarriquenho, mediador na crise hondurenha e impulsor do Acordo de San José, também fez referência às eleições presidenciais convocadas em Honduras para o dia 29 de novembro, e disse que com as garantias constitucionais suspensas, o processo se torna difícil.

O Governo de fato de Honduras ordenou, através de um decreto executivo publicado no sábado, a suspensão durante 45 dias de garantias constitucionais ligadas à liberdade pessoal, à liberdade de associação e de reunião, ao direito de circulação e à liberdade de expressão, entre outras restrições.

Arias reiterou que somente o Acordo de San José está sobre a mesa, um convênio que "não está inscrito em pedra, por isso pode ser mudado", e pediu aos candidatos presidenciais de Honduras que alterem todos os aspectos que considerarem necessários. EFE sob/pd

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