rebatizada de gripe A H1N1 pela OMS). Alunos de 21 das 24 províncias do país, incluindo a capital federal, retornaram às escolas." / rebatizada de gripe A H1N1 pela OMS). Alunos de 21 das 24 províncias do país, incluindo a capital federal, retornaram às escolas." /

Argentinos voltam às aulas com manual de prevenção contra a gripe

Mais de nove milhões de estudantes argentinos voltaram às aulas nesta segunda-feira no país, após a antecipação das férias devido ao avanço da gripe suína (http://ultimosegundo.ig.com.br/gripesuina/2009/04/30/gripe+suina+oms+decide+adotar+a+denominacao+gripe+a+h1n1+5867930.html target=_toprebatizada de gripe A H1N1 pela OMS). Alunos de 21 das 24 províncias do país, incluindo a capital federal, retornaram às escolas.

BBC Brasil |


O governo argentino antecipou as férias escolares para o dia 6 de julho para tentar conter a propagação do vírus H1N1.

Na ocasião, os governos da cidade e do Estado de Buenos Aires decretaram estado de emergência sanitária e as autoridades dos vários outros Estados e municípios intensificaram as recomendações de prevenção contra a influenza A.

Recomendações

No retorno às aulas, o ministério da Saúde divulgou, em comunicado, uma série de medidas para evitar o contágio entre os alunos, como "lavar as mãos com água e sabão frequentemente" e "usar toalhas individuais ou descartáveis".

O ministério destacou ainda a importância da ventilação das salas de aula para evitar o alojamento do vírus H1N1.

Além do ministério da Saúde, no Estado de Buenos Aires - o maior do país - a secretaria de Educação distribuiu uma cartilha com recomendações para os professores, pais e alunos sobre como evitar a doença.

No manual entregue aos alunos, a secretaria recomenda "não tocar olhos, boca e nariz; não colocar lápis e canetas na boca; não compartilhar copos e talheres; evitar aperto de mão e dar um beijo".

Já para os professores, a recomendação é para que sejam organizados momentos para a educação sobre a higiene. Os pais dos alunos, por sua vez, foram orientados a não levar os filhos para a escola ou outro lugar público caso a criança esteja com febre ou algum outro sintoma de problema respiratório.

"Não há motivos para que as crianças fiquem em casa. Já há condições para que voltem às aulas", disse o ministro da Educação, Alberto Sileoni.

Ausência

Na semana passada, alunos de três Estados, La Rioja, Tucuman e Córdoba, retomaram as aulas, mas em algumas escolas a ausência superou os 40%.

Os pais disseram que ainda não sentiam segurança para mandar os filhos à escola, já que o vírus da nova gripe continua circulando no país.

Até o momento, o governo ainda não divulgou dados sobre a taxa de presença dos alunos das 21 províncias que reiniciaram as classes nesta segunda-feira.

O ministro da Saúde, Juan Manzur, disse que a expectativa é que os casos de gripe suína comecem a diminuir, assim como ocorreu com outras gripes em invernos anteriores.

Efeitos

Apesar do otimismo sobre a redução de casos da doença, a chegada da gripe suína ao país mudou alguns hábitos.

Muitos argentinos passaram a levar um vidro de álcool em gel na bolsa e o produto passou a estar disponível na recepção das academias de ginástica e consultórios médicos.

Já as máscaras cirúrgicas não foram adotadas e permaneceram encalhadas nas prateleiras das farmácias.

O turismo foi um dos setores mais afetados da economia argentina. Na capital, bairros como o de Puerto Madero, onde há uma concentração de restaurantes, registraram fortes quedas no consumo - um recuo estimado em 40%.

Em Buenos Aires, os teatros voltaram a lotar no fim de semana, com grande concentração de público na tradicional avenida Corrientes.

O chimarrão - chamado de "mate" - não deixou de ser compartilhado, mesmo no período crítico da doença.

"Não mudei minha vida por causa da gripe. Andei de metrô e nunca vi ninguém de máscara. E também não deixei de tomar e nem de compartilhar o mate", disse o publicitário Nicolas Bronstein.


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