Argentinos vão às urnas num pleito considerado termômetro das presidenciais

Cerca de 28 milhões de eleitores argentinos vão às urnas neste domingo para renovar parcialmente as cadeiras do Congresso Nacional - a metade da Câmara de Deputados e um terço do Senado, num pleito considerado uma espécie de termômetro para as eleições presidenciais. Serão observadas, nele, a indicação de tendências e candidatos favoritos. A eleição presidencial na Argentina está prevista para 2011.

AFP |

Por ser realizado na metade da gestão presidencial é considerado um teste ou uma espécie de plebiscito sobre o governo.

Se os candidatos do governo atual da presidente Cristina Kirchner vencerem, será mantida a maioria do Executivo nas duas casas.

Msas, se perderem, o governo será obrigado a negociar seus projetos com a oposição, o que não vinha acontecendo até agora, com as medidas apresentadas pela presidência tendo sido logo aceitas.

No caso das eleições deste domingo, as pesquisas indicam que nenhuma força deverá ter a maioria absoluta.

A província de Buenos Aires é o maior distrito eleitoral do país e, junto com a cidade de Buenos Aires, tem força para definir uma eleição, seja ela legislativa ou presidencial na Argentina.

Dos quase 28 milhões de eleitores, cerca de 38% (aproximadamente 10 milhões) vivem na província de Buenos Aires, que vai eleger 35 deputados. A capital conta com 2,4 milhões de eleitores, número menor do que o total de outras províncias, mas que costuma antecipar a tendência de voto dos argentinos.

Entre os principais candidatos estão o ex-presidente argentino Nestor Kirchner, que governou o país entre 2003 e 2007, e concorre ao cargo de deputado pela província de Buenos Aires.

Kirchner, marido de Cristina Kirchner, é presidente do Partido Justicialista e da Frente Justicialista para a Vitória, um braço do peronismo.

Seu principal opositor é o candidato Francisco de Narváez, da aliança União-PRO, crítico do governo de Cristina.

Na cidade de Buenos Aires, a principal candidata é Gabriela Michetti, do PRO, aliada do prefeito Maurício Macri e opositora do casal Kirchner. A corrida pelo segundo lugar está embolada, com empate técnico entre os outros três candidatos

Quem se elege?

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- Será renovada a metade da Câmara de Deputados: serão eleitos 129 deputados de um total de 257, nos 24 distritos.

- Será renovado um terço do Senado (24 senadores sobre 72), em oito dos 24 distritos.

- Serão realizadas eleições legislativas provinciais (deputados) em nove distritos: entre eles, o mais povoado, a província de Buenos Aires (centro-leste).

- Apresentam-se para a votação 186 partidos e 98 alianças das quais participam 417 partidos.

- O governismo conta com 119 cadeiras de Deputados e renova 62; o Senado possui 40 cadeiras e renova 12.

- Posse dos novos eleitos: 10 de dezembro de 2009

Eleitores:

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- Eleitores habilitados em todo o país: 27.790.803

Mulheres: 14.238.528

Homens: 13.550.745

(dados oficiais da Câmara Nacional Eleitoral)

- Maior concentração de eleitores: Província de Buenos Aires: 10,29 milhões (quase 40% do total)

Cidade de Buenos Aires (Capital Federal): 2,49 milhões

Córdoba: 2,40 milhões

Santa Fé: 2,39 milhões

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