Argentino que matou mãe e irmão quer ser julgado por homossexual

Buenos Aires, 16 ago (EFE).- Um jovem argentino que confessou ter matado a mãe e o irmão porque estes não aceitavam o fato de ser homossexual pedirá que um juiz com a mesma opção sexual integre o tribunal que o julgará, informou hoje a imprensa local.

EFE |

Marcelo Bernasconi, de 18 anos, alegará que só um juiz homossexual poderá "compreender" sua problemática, afirmou o advogado de defesa, Nicolás Malpeli, em entrevista publicada hoje no jornal "Perfil".

"Este é um caso muito particular. Aqui não há juízes capacitados para enfrentar a problemática deste menino. Por isso apresentarei um pedido para que o tribunal esteja integrado, por exemplo, por uma juíza solteira, um juiz que seja pai e outro que seja homossexual para garantir a imparcialidade", ressaltou.

O jovem é acusado de ter assassinado em 26 de maio a mãe, de 60 anos, e o irmão, de 28 anos.

No começo, Bernasconi disse aos investigadores que seus parentes tinham sido mortos por criminosos que invadiram sua casa, na província de Oliden, Buenos Aires, para roubá-la.

Porém, depois ele confessou ser o autor do duplo crime ao alegar que a mãe e o irmão não aceitavam o fato de ser homossexual.

"Ele nunca quis que acontecesse o que sucedeu. Foi uma situação extrema porque o perseguiam psicologicamente o tempo todo", disse o advogado, antes de ressaltar que o jovem se via obrigado a "levar meninas para casa para fazer a mãe acreditar que era heterossexual".

"Queremos que um dos juízes seja homossexual para que possa estar na pele da pessoa que vai julgar", insistiu o advogado. EFE cw/db

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