Argentina vive um momento de idolatria ao vice-presidente

A Argentina viveu hoje um momento de idolatria ao vice-presidente Julio César Cleto Cobos, com um aluvião de cartazes nas ruas, mensagens eletrônicas com saudações por seu voto decisivo no Senado para rejeitar uma alíquota móvel de impostos sobre as exportações agrícolas.

AFP |

Apareceram nas ruas dizeres com um "Obrigada Cobos" até nas camisetas usadas pelas pessoas em contraste com o grupo pró-Kirchner que, em documentos e cartazes, chamou o vice-presidente de desleal e traidor, por ter votado contra um projeto do governo do qual faz parte.

Alguns muros foram pichados com a frase "Cobos, saudações a Vandor", em alusão ao líder operário assassinado Augusto Vandor, morto por um grupo armado nos anos 60 quando se opunha ao três vezes presidente Juan Perón (1946/52, 1952/55 e 1973/74), naquele momento exilado em Madri.

O líder do bloco governista do Senado, Miguel Pichetto, e outros dirigentes peronistas qualificaram Cobos de "Judas".

Mas a nota dominante foi o sucesso popular em torno do vice-presidente, que viajou à província natal de Mendoza (oeste), atravessando 1.000 Km em seu automóvel, e recebeu mostras de adesão e aplausos.

"Desejo que o governo da Presidente seja o melhor", disse, ao reiterar que não renunciará ao cargo.

Sua decisão de rejeitar o projeto do governo obteve um índice de aprovação de 75%, segundo a empresa de consultoria privada D'Alessio-Irol.

O vice-presidente é um engenheiro civil de 53 anos que chegou a ser expulso de seu partido, a social-democrata União Cívica Radical (UCR), por aliar-se aos Kirchner nas presidenciais de 2007.

dm/ls/sd

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG