Argentina suspende envio de observadores às eleições no Zimbábue

Buenos Aires, 25 jun (EFE) - O Governo da Argentina anunciou hoje que resolveu suspender o envio de observadores ao segundo turno das eleições presidenciais no Zimbábue devido à campanha de intimidação do Governo de Robert Mugabe contra a oposição política.

EFE |

"Perante o atual desenvolvimento dos eventos no Zimbábue e levando em conta a declaração presidencial emitida pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas em 23 de junho, a Argentina decidiu suspender o envio de observadores ao segundo turno", disse o Ministério das Relações Exteriores argentino em comunicado.

Os observadores argentinos tinham sido aceitos pelo Governo do Zimbábue e o envio desses tinha sido decidido em apoio à gestão mediadora da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC, em inglês) e perante "a preocupação com os direitos humanos no país", lembrou o Governo de Cristina Fernández de Kirchner.

"A Argentina continuará avaliando a situação no Zimbábue em coordenação com outros países da região, propiciando uma solução negociada através do diálogo entre todas as partes envolvidas", acrescentou.

A Polícia do Zimbábue deteve hoje mais de 200 pessoas em uma sede do opositor Movimento para a Mudança Democrática (MDC, em inglês), a dois dias do segundo turno das eleições presidenciais no país.

A maioria dos detidos são seguidores do MDC que tinham buscado refúgio no edifício do partido para escapar dos violentos ataques das milícias da governamental União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF), de Mugabe.

O atual presidente se apresentará como candidato único nas eleições desta sexta-feira, já que o MDC retirou o líder da legenda, Morgan Tsvangirai, da disputa perante os ataques e intimidação aos quais seus seguidores estão sendo submetidos em todo o país. EFE nk/db

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