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Argentina se impõe com paciência e tira Brasil de final olímpica

A seleção olímpica da Argentina encerrou em Pequim uma seqüência de bons resultados para o Brasil no confronto entre os dois rivais com uma receita simples e eficiente: paciência e liberdade para o talento de jogadores como Messi, Riquelme e Aguero. No ano passado, quando derrotou a Argentina por 3 a 0 na final da Copa América, a Seleção Brasileira adotou uma postura defensiva e rápida nos contra-ataques.

BBC Brasil |

Agora, em Pequim, a escalação das equipes que se enfrentaram foi bem diferente, principalmente a brasileira, mas a seleção de Dunga tentou repetir a mesma armadilha.

Para reverter o retrospecto negativo, o técnico argentino Sergio Batista - campeão do mundo com a equipe liderada por Maradona em 1986 - apostou suas fichas no toque de bola e na habilidade de suas estrelas.

"A Argentina fez uma partida com muita inteligência, muita personalidade", afirmou Batista. "Sabíamos que o Brasil poderia jogar assim, um pouco fechado, porque jogaram da mesma maneira em outras partidas."
"Então, tínhamos que ter paciência", acrescentou o treinador argentino. "Tínhamos que ser inteligentes e não nos apressarmos para atacar. Creio que eles se sentiram sufocados a todo momento com a pressão da Argentina."
Resignação
O próprio Dunga insistia em Pequim que a seleção olímpica foi treinada para defender o futebol brasileiro da mesma maneira que a equipe principal, apesar das restrições que obrigam as equipes a ter pelo menos 15 dos 18 jogadores com menos de 23 anos na Olimpíada.

Depois da derrota, o treinador brasileiro demonstrou resignação e admitiu que, desta vez, as coisas não deram certo para sua equipe.

"Nós jogamos como nós vínhamos jogando sempre", afirmou. "A gente quer, trabalha, faz as coisas, mas nem sempre se pode obter o que a gente gostaria. Nem sempre as coisas dão certo."
Ao repetir o padrão de jogo que tantas críticas tem despertado nas Eliminatórias para a Copa de 2010, a equipe de Dunga fez exatamente o que a Argentina esperava: se recolheu atrás para tentar buscar os contra-ataques.

Desta vez, no entanto, a equipe argentina não caiu na armadilha, evitou ataques afobados e insistiu em jogadas que combinavam a cadência de Riquelme com a velocidade de Messi.

Argentina organizada
Embora a equipe do técnico Sergio Batista tenha sido mais organizada durante todo o jogo, o primeiro tempo foi mais equilibrado e acabou sem gols.

Mesmo assim, a Argentina era mais objetiva, enquanto o Brasil demonstrava nervosismo na defesa e falta de força no ataque. Rafael Sóbis jogava isolado na frente, e Diego e Ronaldinho Gaúcho pouco se aproximavam.

No segundo tempo, logo aos sete minutos, quando parecia que Ronaldinho passaria a atuar mais adiantado, saiu o primeiro gol argentino, em um cruzamento de Di Maria para a finalização de Aguero.

A estratégia argentina começava a surtir efeito. Para consolidar o resultado, pouco mais de cinco minutos depois, uma jogada individual de Messi deixou a defesa brasileira perdida e terminou, de novo, nos pés de Aguero, que marcou outra vez.

A boa vantagem deu tranqüilidade para a Argentina e desestabilizou de vez a Seleção Brasileira. Com menos de 15 minutos para o fim, Riquelme converteu um pênalti cometido por Breno em Aguero e definiu o placar: 3 a 0.

Os minutos finais serviram apenas para mostrar a frustração da equipe do Brasil diante da superioridade do adversário. Lucas e Thiago Neves acabaram expulsos, e a Argentina apenas administrou o bom resultado.

Na saída do Estádio dos Trabalhadores, o duelo entre Brasil e Argentina no futebol da Olimpíada de Pequim terminou em batucada, mas o ritmo não foi brasileiro. O som que predominou foi o barulho que jogadores argentinos fizeram ao festejar a convincente vitória sobre o tradicional rival.

Enquanto a equipe de Dunga saía cabisbaixa e conformada com a derrota por 3 a 0 na semifinal do torneio, os argentinos comemoravam e entoavam em coro a alegria pela vitória com batidas ritmadas no ônibus que os levaria embora.

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