Argentina restringe produtos usados em fabricação de droga

Por Fiona Ortiz BUENOS AIRES (Reuters) - A Argentina criou na quarta-feira um registro nacional para a comercialização de substâncias como a efedrina, para garantir que não alimentem a indústria de metanfetamina, uma droga ilegal.

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A efedrina é usada em descongestionantes nasais e outros medicamentos legais, mas também entra na fórmula da metanfetamina, um estimulante que causa dependência.

O ministro da Justiça argetino, Aníbal Fernández, disse que o controle incidirá sobre 'cada grama que se move no país'.

A importação de efedrina de países asiáticos cresceu muito nos últimos anos, atingindo 26 toneladas em 2007. As autoridades suspeitam que a substância esteja sendo re-exportada para países como o México ou sendo transformada em metanfetamina lá mesmo.

É muito mais fácil e barato obter efedrina na Argentina do que no México, origem de grande parte da metanfetamina consumida nos EUA.

'Estamos preocupados com o rápido crescimento do tráfico ilegal de precursores químicos, como a efedrina', disse o embaixador Earl Anthony Wayne na quarta-feira a uma TV local.

Em julho, nove mexicanos foram presos num laboratório clandestino de metanfetamina numa área rural da Província de Buenos Aires.

As autoridades dizem que a Argentina tem um uso elevado de maconha e cocaína, mas está relativamente afastada das atividades dos cartéis de drogas da América Latina. No entanto, dois recentes casos homicídios com cinco vítimas levam a polícia a suspeitar do envolvimento do tráfico internacional.

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