Argentina relembra mortos nas Malvinas e reivindica soberania

BUENOS AIRES (Reuters) - A presidente argentina, Cristina Kirchner, voltou a reivindicar a soberania das ilhas Malvinas nesta sexta-feira, dia em que relembrou os soldados mortos no conflito armado com a Grã-Bretanha em 1982. Em um dos atos, a presidente afirmou que seguirá reivindicando em todas as frentes internacionais a soberania das ilhas.

Reuters |

A Grã-Bretanha e a Argentina se enfrentaram em uma guerra em 1982, após a ocupação das ilhas por tropas argentinas.

No conflito, encerrado em 14 de junho de 1982 com a rendição da Argentina, 649 argentinos e 255 britânicos morreram. Cerca de 2 mil combatentes ficaram feridos.

"Pretender soberania a 14 mil quilômetros de distância não é sustentável, nem historicamente, nem juridicamente, mas sobretudo por senso comum", disse Cristina no principal ato pelo 28o aniversário do início do conflito.

A presidente também pediu que o Reino Unido cumpra as resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre as Malvinas e classificou a situação como "colonialismo".

Em fevereiro, a tensão entre ambos os países se intensificou após a divulgação de intenções da empresa Desire Petroleum de começar a realizar explorações petrolíferas nas ilhas.

Durante cúpula do Grupo do Rio, a Argentina conquistou apoio de líderes latino-americanos e do Caribe em sua posição contrária à exploração de petróleo nas ilhas.

(Reportagem de Walter Bianchi)

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