Argentina reivindica liberação de patente da vacina contra gripe

Buenos Aires, 18 ago (EFE).- A presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, reiterou hoje sua reivindicação para que sejam liberadas temporariamente as patentes para a produção da vacina da nova gripe, diante da incapacidade dos laboratórios titulares dos direitos para abastecer a demanda mundial.

EFE |

"Diante desta crise mundial que a gripe A representa, perante a confissão por parte dos próprios laboratórios que contam com a patente de sua impossibilidade de produzir quantidade suficiente de vacinas para que todos possam ter acesso a elas, é indispensável a suspensão dos direitos econômicos", disse Cristina.

Ao inaugurar hoje, em Buenos Aires, uma feira mundial sobre saúde, com a presença de representantes de Governos locais de 13 países, Cristina disse que a "necessidade de proteger a saúde da humanidade" frente à pandemia do vírus A (H1N1) está acima de interesses comerciais.

A presidente argentina reiterou "a oferta da Argentina e de outros países da região, como Brasil e Uruguai, de colaborar com a capacidade ociosa instalada da indústria farmacêutica destes países para, diante de uma espécie de licença dos que contam com as patentes, poder produzir as vacinas".

A feira, organizada pelo Ministério da Saúde argentino com o apoio da Organização Pan-americana da Saúde (Opas) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), conta com a presença de funcionários, especialistas e técnicos de Governos locais e de diversas agências internacionais de cooperação.

Participam do encontro, que terminará na próxima sexta-feira, representantes do Brasil, Bolívia, Canadá, Chile, Guatemala, México, Paraguai, Uruguai, Austrália, El Salvador, Porto Rico, Colômbia e Argentina. EFE nk/an

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