Argentina rebate críticas da CIA sobre estabilidade do país frente à crise

Buenos Aires, 26 fev (EFE).- O Governo da Argentina expressou hoje o profundo mal-estar pelas declarações do novo diretor da CIA (agência central de inteligência americana), Leon Panetta, nas quais advertiu de que a estabilidade de Argentina, Equador e Venezuela poderia ser afetada pela crise global.

EFE |

"Tomamos conhecimento, com surpresa e com profundo incômodo, das declarações feitas por Leon Panetta, diretor da agência central de inteligência, a tristemente famosa CIA, dos Estados Unidos, onde se refere a aspectos da situação e evolução econômica de nosso país", disse o ministro das Relações Exteriores argentino, Jorge Taiana.

Em entrevista coletiva, Taiana anunciou que, por ordens da presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, o embaixador americano em Buenos Aires, Anthony Wayne, foi intimado a dar explicações nesta sexta-feira.

As afirmações do novo diretor da CIA constituem "uma inaceitável ingerência nos assuntos internos do país, muito mais provindo de uma agência que tem um triste histórico de interferência nos assuntos internos de países da região" latino-americana, disse.

Além disso, ressaltou o ministro, "são irresponsáveis, infundadas e não mostram nem a seriedade nem o respeito nem a maturidade que devem existir entre dois países".

Na primeira entrevista coletiva como diretor da CIA, Panetta disse na quarta-feira que a agência deve saber como a situação econômica afeta a política internacional de Argentina, Equador e Venezuela.

No entanto, o chefe da diplomacia argentina destacou que "a crise é mundial", mas que "certamente a Argentina está entre os países mais bem preparados para enfrentá-la". EFE nk/db

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