Argentina reage a críticas e defende medidas de proteção comercial

Assunção, 23 jul (EFE).- A Argentina defendeu hoje as medidas que adotou para proteger a indústria nacional dos impactos da crise global, depois que seus parceiros no Mercosul criticaram a adoção de políticas unilaterais.

EFE |

Na reunião do Conselho do Mercado Comum do Mercosul, que acontece hoje, em Assunção, o secretário de Relações Econômicas Internacionais da Argentina, Alfredo Chiaradía, disse que as denominadas "medidas fronteiriças" são para frear a entrada de determinados produtos no país.

Ainda segundo ele, essa política é "legítima" e busca "preservar a estabilidade" da economia.

O funcionário explicou que a crise global "fez a grande maioria dos países do mundo aplicar medidas comerciais".

Ele destacou que, enquanto os países desenvolvidos optaram pelo socorro a empresas privadas e pelos subsídios à produção e às exportações, as nações em desenvolvimento, sem recursos para essas medidas, "atuam com medidas na fronteira".

Na reunião de hoje, Paraguai e Uruguai questionaram as barreiras não tarifárias, como quotas ao comércio e dispositivos não automáticos, aplicadas por Argentina e Brasil contra o aumento das exportações de países como China.

Sem nomear nações, Chiaradía disse ainda que no Mercosul há países que continuam aplicando tarifas ao comércio dentro do bloco, algo que, em tese, não é permitido. EFE nk/sc

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