Argentina: promotor pede prisão de Carlos Menem por acobertamento no caso AMIA

O promotor Alberto Nisman pediu à justiça a detenção do ex-presidente argentino Carlos Menem (1989-99), por suposto acobertamento do processo que investiga o atentado contra a Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), em Buenos Aires, que deixou 85 mortos em 1994, informou nesta quinta-feira uma fonte judicial.

AFP |

O pedido foi apresentado ao juiz federal Ariel Lijo, que analisa as irregularidades cometidas durante a investigação judicial original do atentado, que ficou impune.

A promotoria pede também a cassação do mandato de Menem, que é senador pela província de La Rioja, onde nasceu, e por isso goza de fórum especial parlamentar que o protegeria de uma eventual prisão.

Nisman acusa Menem de "acobertamento grave" da chamada "conexão local", que teria sido responsável pela logística do ataque terrorista contra a associação judaica, no bairro portenho de Once.

Além do ex-presidente, o promotor também pede a prisão de Munir Menem, seu irmão, de Hugo Anzorreguy, ex-chefe do Serviço de Inteligência (SIDE), de Juan Carlos Anchezar, ex-subsecretário de Inteligência, de Juan José Galeano, juiz federal encarregado do processo original do atentado por 10 anos (até ser afastado da investigação) e de Jorge Palacios, ex-delegado da Unidade Antiterrorista.

ls/ap

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