Argentina processa agricultores por colocar Cristina em risco

Buenos Aires, 8 mai (EFE).- O Governo argentino iniciou ações penais contra um grupo de agricultores pôr terem colocado em risco a segurança da chefe de Estado, Cristina Fernández de Kirchner, que foi recebida com protestos em uma base aérea militar, informaram hoje fontes oficiais.

EFE |

"A ação legal é dirigida a enfrentar os atos dos que perturbaram a segurança da presidente da nação, do conjunto de pessoas que estavam na base aérea e dos funcionários nacionais e provinciais lá reunidos", afirmou o Ministério da Defesa em comunicado.

O incidente ocorreu na tarde de quinta-feira, quando Cristina foi surpreendida por protestos de agricultores que ingressaram na base da Força Aérea na cidade do Paraná, onde a governante tinha viajado para liderar atos públicos.

A ministra da Defesa, Nilda Garré, suspendeu imediatamente o comodoro Juan Eduardo Tozzo, chefe da 2ª Brigada Aérea com sede no Paraná, cerca de 550 quilômetros a nordeste de Buenos Aires.

Tozzo é responsabilizado pelas falhas de segurança que permitiram que um protesto da Federação Agrária irrompesse na pista da base e chegasse até o avião presidencial para entregar a Cristina uma carta.

As quatro maiores associações de agricultores e criadores de gado do país, que reúnem cerca de 290 mil produtores, exigem a eliminação ou a redução dos impostos à exportação de grãos e rejeitam a política oficial para o setor, motivo de um longo conflito que surgiu em março de 2008. EFE alm/rr

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