A Argentina priorizará o abastecimento para os países da América Latina na recente abertura das exportações de trigo alcançada após um prolongado conflito entre governo e agricultores, anunciou nesta sexta-feira o Escritório Nacional de Controle Comercial Agropecuário.

O governo autotizou na quarta-feira a venda de pouco mais de um milhão de toneladas de trigo, que serão enviadas para Brasil, Bolívia, Venezuela, Equador e Cuba, informou o organismo.

Ao todo, são 1.009.615 toneladas, das quais 500.000 para os brasileiros, 230.000 para os bolivianos, 70.000 para os venezuelanos, 30.000 para os equatorianos e 12.000 para os cubanos. As 167.615 toneladas restantes seguirão para outros países, indicou em um comunicado.

O governo argentino explicou que havia liberado a exportação após constatar que seis milhões de toneladas haviam sido garantidas para o consumo interno.

A Argentina é um dos maiores produtores mundiais de alimentos, e o quarto maior fornecedor de trigo, atrás apenas de Estados Unidos, Austrália e União Européia.

As vendas para o exterior têm sido afetadas desde março, quando os agricultores se rebelaram contra a política fiscal da presidente Cristina Kirchner e pararam de vender seus grãos para o exterior de maneira intermitente.

O conflito foi desencadeado pela implantação de um sistema de impostos móveis sobre as exportações de grãos, considerado uma espécie de confisco pelos agricultores.

jos/ap

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