Argentina pede prisão perpétua para ex-oficial da ditadura Astiz

Alfredo Astiz é acusado de ter sido responsável pela morte de duas religiosas francesas, desaparecidas durante o regime militar

iG São Paulo |

O governo argentino pediu nesta sexta-feira prisão perpétua para o ex-oficial da Marinha, Alfredo Astiz, por seu papel na morte de duas religiosas francesas, Alice Domon e Léonie Duquet, desaparecidas durante a Ditadura Militar na Argentina (1976-1983).

AFP
Astiz durante audiência na Corte Federal Argentina, em Buenos Aires (5/5/2011)
"Peço a condenação de Alfredo Astiz à prisão perpétua", declarou o advogado da secretaria dos Direitos Humanos, Martin Rico, que o considera responsável por crimes de tortura e homicídios agravados, cometidos na Escola de Mecânida da Armada (Esma).

As religiosas francesas foram sequestradas nos dias 8 e 10 de dezembro de 1977, junto com dez militantes de defesa dos direitos humanos, entre eles a fundadora do movimento Mães da Praça de Maio, Azucena Villaflor.

Com a condenação, o ex-oficial de 59 anos, poderá permanecer na prisão além do limite de 25 anos previsto pela lei, sem possibilidade de recorrer.

Presidente

Em 14 de abril, a Justiça argentina condenou à prisão perpétua o último presidente da ditadura, Reynaldo Bignone, de 83 anos, e o ex-oficial da polícia, Luis Patti, de 59 anos. Ambos são acusados de sequestros, torturas, assassinatos e de causar o desaparecimento de pessoas durante o regime militar.

Bignone assumiu a presidência da Argentina em julho de 1983, após a saída do presidente Leopoldo Galtieri, provocada pela derrota do país na Guerra das Malvinas. Bignone passou o cargo para o presidente eleito Raul Alfonsín, que reinaugurou o período democrático.

*Com AFP

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