Argentina pede cooperação do Irã para resolver atentado de 1994

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, pediu que o Irã entregue vários cidadãos suspeitos de planejar o ataque de 1994 ao Centro Judaico argentino para que eles sejam julgados localmente. Eu pediria à República Islâmica que, de acordo com a lei internacional, aceite que a justiça argentina julgue os cidadãos acusados, disse Cristina na Assembléia Geral da ONU em Nova York.

Reuters |

A Argentina pediu a prisão do ex-presidente iraniano Akbar Hashemi Rafsanjani, de outros sete iranianos e de um ex-líder da guerrilha do Hezbollah que são acusados de terem tramado o ataque, que matou 85 pessoas.

A Interpol emitiu ordens de prisão para seis suspeitos. As ordens de prisão da agência de polícia internacional buscam a prisão de um suspeito para que ele possa ser extraditado. Mas a agência não força um país a prender um suspeito.

O Irã nega repetidamente qualquer envolvimento no ataque e culpa os Estados Unidos de tentar comprometer a República Islâmica.

Teerã fez um pedido à Interpol pela prisão de cinco argentinos que teriam feito falsas acusações contra o Irã.

O bombardeio do centro judaico AMIA na Argentina aconteceu dois anos depois que uma explosão destruiu a Embaixada israelense em Buenos Aires matando 29 pessoas. Nenhum dos crimes foi resolvido.

(Reportagem de Patrick Markey em Nova York)

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG