Argentina minimiza alcance de congelamento fundos de pensões nos EUA

Buenos Aires, 31 out (EFE).- O Governo argentino minimizou hoje o alcance da decisão de um juiz dos Estados Unidos de congelar nesse país investimentos das administradoras privadas de fundos de aposentadoria e pensão da Argentina, ao assinalar que não é definitiva e afeta uma pequena parte dos recursos previstos.

EFE |

O superintendente do organismo que controla as Administradoras de Fundos de Aposentadoria e Pensão (AFJP), Sergio Chodos, comentou que os ativos embargados, que chegam a US$ 553 milhões, "não são do Estado, mas são dessas companhias".

"São elas, que estavam a cargo desses interesses, que deverão defender os ativos", disse em declarações a jornalistas antes de considerar que se trata de "uma tentativa dos fundos abutres para tomar posse desses recursos, mesmo que corresponda a eles ou não".

Chodos foi abordado pela imprensa após ser conhecida a decisão do juiz Thomas Griesa, da Corte do Distrito Sul de Manhattan, que responde ao requerimento de um grupo de credores que ficou fora da troca de dívida pública argentina estabelecido em 2005.

Está previsto que na próxima quinta-feira o juiz se pronuncie sobre se prolonga ou não essa proibição, reivindicada através do escritório de advogados Simpson Thacher & Bartlett a pelo menos cinco AFJP com sede em Nova York.

Nesse sentido, o funcionário argentino disse que a medida de Griesa "não é uma posição definitiva em absoluto".

"O juiz adota medidas periodicamente. Há um pedido de credores da Argentina e o que o juiz faz é pegar o que pedem a ele sem análise.

Depois analisa a causa e a racionalidade, para ver se corresponde.

Portanto não é definitivo", disse.

Chodos reconheceu que a medida "faz um pouco de estrago" no setor financeiro local, mas insistiu em que na defesa do caso perante o juiz Griesa só vão discursar representantes das AFJP e não a Argentina como Estado. EFE cw/ma

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