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Argentina manifesta desagrado por ação intimidatória do FBI

Buenos Aires, 10 out (EFE).- O Governo argentino manifestou hoje formalmente aos Estados Unidos preocupação e desagrado pela ação intimidatória exercida por agentes do FBI contra a ex- agente argentina que descobriu os US$ 800 mil no caso da mala.

EFE |

O chanceler argentino, Jorge Taiana, pediu ao embaixador dos EUA em Buenos Aires, Earl Wayne, para "requerer as explicações correspondentes" por ir "contra uma testemunha argentina citada a uma audiência" no julgamento em Miami.

A ex-agente María Luján Telpuk disse esta semana que FBI lhe ofereceu "asilo político e emprego" nos EUA em troca de modificar seu testemunho no julgamento.

O caso ocorreu em agosto de 2007, no aeroporto de Bueno Aires quando Telpuk apreendeu uma mala com US$ 800 mil com os quais o empresário venezuelano Guido Antonini tentava entrar na Argentina sem declarar.

"para a Argentina é inadmissível que ao órgão que investiga o caso exerça uma ação dessa natureza sobre uma testemunha anteriormente a seu testemunho", indicou a nota.

"Trata-se de uma tentativa de condicionar sua declaração exercendo uma pressão indevida que afeta a transparência que requer qualquer processo judicial e a necessária proteção e segurança das testemunhas", disse o comunicado.

A ex-agente sustentou que "por sorte" não aceitou a suposta oferta, segundo ela, "claramente uma estratégia deles" para desacreditá-la como testemunha.

Telpuk, que pla notoriedade alcançada nua na "Playboy", ratificou na sexta-feira passada queAntonini Wilson disse ser o proprietário da mala.

Assim, contradisse a versão do empresário venezuelano, segundo a qual a mala pertencia a um então funcionário do Governo argentino e o dinheiro estava destinado à campanha que levou a Cristina Fernández à Presidência.

A justiça argentina pediu a extradição de Antonini Wilson, que não é acusado nos EUA, onde se realiza julgamento contra o venezuelano Franklin Durán, acusado de atuar como agente da Venezuela para que o empresário não revelasse a origem e o destino do dinheiro.

Os US$ 800 mil dólares da mala supostamente provinham dos cofres da estatal Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA), segundo testemunhas da Procuradoria Federal dos Estados Unidos. EFE ms/jp

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