Argentina insistirá em reforma financeira na cúpula do G20

Buenos Aires, 30 mar (EFE).- O Governo da Argentina insistirá na próxima cúpula do Grupo dos Vinte (G20, que reúne as nações mais ricas e principais emergentes) na necessidade de implementar a reforma dos organismos financeiros internacionais.

EFE |

Além disso, pedirá um maior equilíbrio financeiro e comerciai entre os países avançados e as nações em desenvolvimento.

A presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, prometeu reiterar sua visão de que a crise global pede uma coordenação não só econômica e financeira, mas também política.

Fontes oficiais indicaram hoje que Cristina Fernández também expressará a importância que as disciplinas de ordenamento macroeconômico e do setor externo sejam exigidas não só aos países em desenvolvimento, como acontece até agora, mas também aos países industrializados.

O Governo argentino também vai propor no G20 que se gere um alto fluxo de capitais e financiamento aos países em desenvolvimento a taxas de juros comparáveis às dos mercados dos principais países desenvolvidos, e para isso "é importante modificar o papel das agências (de qualificação) de risco", consideram as autoridades argentinas.

Cristina Fernández vai defender também a necessidade de um "ordenamento do sistema financeiro internacional, outorgando-lhe maior transparência e controlando o fluxo de capitais especulativos".

"Deve haver uma reforma importante da arquitetura do sistema financeiro internacional para definir pelo menos dois objetivos: uma maior democratização dos organismos em suas conduções e, no caso do Fundo Monetário (Internacional), um desenvolvimento de créditos sem os condicionamentos aos quais estiveram tradicionalmente amarrados os países", ressaltou o chanceler argentino, Jorge Taiana.

A Argentina reivindica ainda um "equilíbrio" nas negociações comerciais, como as que acontecem na Organização Mundial do Comércio, para "favorecer o desenvolvimento e eliminar o protecionismo e as distorções em setores de importância para os países em desenvolvimento, como é o caso da agricultura". EFE nk/mh

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