Argentina inicia julgamento de Menem por tráfico de armas

O ex-presidente argentino e senador opositor Carlos Menem começou a ser julgado junto com outros 17 acusados em um caso de contrabando de armas para Equador e Croácia nos anos 90, embora não tenha comparecido à primeira audiência nesta quinta-feira alegando problemas de saúde.

AFP |

Menem, de 78 anos, foi autorizado pelo tribunal a se ausentar por razões médicas no primeiro dia em que se julga um caso de "contrabando agravado" -por se tratar de material bélico-, em um período em que os dois países receptores estavam envolvidos em guerras.

O maior escândalo de corrupção do governo Menem foi a venda ilegal de 6.500 toneladas de canhões, fuzis, foguetes, minas terrestres, mísseis antitanque, metralhadoras, munições e pólvora, entre outros equipamentos, segundo consta no processo judicial.

O tráfico ocorreu entre 1991 e 1995 a partir de três decretos secretos assinados pelo ex-mandatário (1989/1999) e seus ministros, nos quais autorizava-se o envio de armamentos para Panamá e Venezuela, embora o destino final fosse a Croácia e o Equador, respectivamente.

Além de Menem, há outros 17 acusados, entre eles ex-ministros, ex-altos funcionários, militares da reserva e ex-diretores de fábricas de armamentos.

"O importante é que o julgamento começou, mesmo sem a presença de Menem e que a sociedade saiba o que aconteceu", destacou o promotor Mariano Borinsky à AFP.

Menem goza de fóruns parlamentares na qualidade de senador por La Rioja, o que garante que não será detido em caso de condenação, a não ser que renuncie ou perca o fórum privilegiado em uma votação parlamentar. O mandato do ex-presidente vai até 2011.

ls/dm

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG