BUENOS AIRES (Reuters) - O governo argentino aprovou na terça-feira o direito de os homossexuais deixarem pensão para seus companheiros, um benefício há muito assegurado a casais heterossexuais. A Argentina é um dos poucos países latino-americanos onde há avanços nos direitos dos homossexuais, apesar da forte oposição da influente igreja católica.

'Não há volta, pois nossos direitos avançam porque são parte de uma cruzada muito maior pelos direitos humanos no mundo ocidental', disse à Reuters Marcelo Suntheim, do grupo Comunidade Homossexual Argentina.

Em 2003, Buenos Aires se tornou a primeira cidade latino-americana a autorizar uniões civis entre homossexuais -- algo que a Cidade do México e o Uruguai inteiro também fizeram em 2007.

Em nota, a Previdência argentina disse que seu objetivo é dar o mesmo status a todas as uniões estáveis, como parte das medidas em prol dos direitos humanos.

Para reivindicar o benefício, a pessoa deve comprovar que manteve vida em comum com um companheiro do mesmo sexo durante pelo menos cinco anos.

(Por Juan Bustamante)

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