Argentina: ex-oficial julgado pelo assassinato de duas religiosas francesas

O ex-capitão da Marinha argentino Ricardo Miguel Cavallo, também conhecido como Sérpico, será julgado em seu país pelo sequestro e morte de duas religiosas francesas, Léonie Duquet e Alice Domon, durante a ditadura argentina (1976-1983), segundo a justiça.

AFP |

"Sérpico" será também julgado pelas mortes da fundadora das Mães da Praça de Maio, Azucena Villaflor e do jornalista e escritor Rodolfo Walsh, em data ainda não foi fixada pelo tribunal federal.

O oficial havia sido extraditado pela Espanha em março de 2008, depois de ter sido detido no ano 2000 no México por ordem do juiz de instrução espanhol Baltasar Garzon, para responder por 227 desaparecimentos forçados e 110 sequestros, durante a ditadura.

Mas o ex-capitão também foi reclamado pelo juiz argentino Sergio Torres, que investiga crimes cometidos no centro de detenção clandestino que funcionava na Escola de Mecânica da Armada (ESMA), pela qual passaram mais de 5.000 pessoas das 30.000 desaparecidas durante o regime militar.

As religiosas Alice Domon e Léonie Duquet foram detidas em dezembro de 1977 por terem participado de várias reuniões das Mães da Praça de Maio, uma associação que luta há mais de 30 anos para obter justiça.

Elas foram torturadas e assassinadas na ESMA, um dos principais centros de detenção clandestinos da ditadura.

Os restos de Léonie Duquet foram encontrados numa fossa comum e identificados em 2005, assim como os de várias integrantes das Mães da Praça de Maio, entre elas, Azucena Villaflor.

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