Argentina exige saída de bispo que negou Holocausto

BUENOS AIRES - O governo argentino deu nesta quinta-feira um prazo de dez dias para que o bispo católico integrista Richard Williamson abandone a Argentina, sob a ameaça de ser expulso, por ter agredido a sociedade, o povo judeu e a humanidade ao negar o Holocausto.

Redação com agências internacionais |

Reuters
Bispo tem dez dias para deixar país
"O ministro do Interior, Florencio Randazzo, anunciou nesta quinta-feira que a Direção Nacional de Migrações determinou que Richard Wiliamson abandone o país nos próximos 10 dias, prazo após o qual será expulso da Argentina", revelou Guillermo Oliveri, secretário de Culto do gabinete da presidente Cristina Kirchner.

Williamson declarou recentemente acreditar que não existiram câmaras de gás e que morreram de 200 mil a 300 mil judeus nos campos de concetração nazistas, negando portanto o número oficial de seis milhões de judeus assassinados na 2ª Guerra Mundial.

O bispo,68, que reside em um Seminário da Fraternidade integrista São Pío 10, a 40 km a oeste de Buenos Aires, foi denunciado na Justiça por apologia ao crime e recebeu uma intimação do Instituto Nacional contra a Discriminação (INADI).

Williamson já havia sido removido da direção do Seminário, após a fraternidade São Pío 10 pedir perdão ao Papa Bento 16 pelas declarações do bispo e proibi-lo de adotar posições públicas sobre questões políticas ou históricas.

No mês passado, o papa Bento 16 irritou judeus e católicos progressistas ao rever a excomunhão de Williamson e de três outros sacerdotes tradicionalistas.

Desde então, o Vaticano ordenou que o prelado se retrate publicamente das suas declarações, mas Williamson afirmou recentemente a um veículo de comunicação alemão que primeiro tem de revisar a evidência histórica antes de considerar um pedido de desculpas.

A Igreja diz que o papa não estava ciente da negativa de Williamson quando decidiu eliminar a condenação que pesava sobre o religioso. A Instituição diz que o papa não estava ciente da negativa de Williamson quando decidiu eliminar a condenação que pesava sobre o religioso.

A decisão foi aplaudida pela comunidade judaica da Argentina, uma das mais importantes fora de Israel.

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