Argentina exige justiça nos 15 anos do atentado contra associação judaica

A Argentina renovou neste sábado seu pedido de justiça no momento em que são lembrados os 15 anos do atentado contra a associação judaica AMIA, que em 1994 deixou 85 mortos e cerca de 300 feridos no maior ataque contra a comunidade judaica no país, cujos autores permanecem impunes.

AFP |

"Não queremos baixar os braços e continuaremos trabalhando para encontrar os responsáveis. Esta situação não pode ficar impune", disse neste sábado o chefe de ministros, Aníbal Fernández, diante da reconstruída AMIA, no bairro portenho de Once.

Diante da sede da associação, às 09h53 locais (09h53 de Brasília), hora exata em que uma bomba foi detonada, familiares e amigos das vítimas respeitaram um minuto de silêncio e deixaram flores em frente a um enorme cartaz com os nomes dos mortos.

O encontro reuniu poucas pessoas, devido aos temores crescentes relacionados ao alastramento da gripe suína no país.

"A impunidade não deve nos vencer, pelas vítimas, pela comunidade e pela sociedade toda", disse Aldo Donzis, presidente da Delegação de Associações Israelitas Argentinas (DAIA), à Agência Judaica de Notícias (AJN).

Uma testemunha da investigação, Claudio Lifschitz, denunciou neste sábado que foi vítima de um ataque a tiros enquanto circulava em seu carro ao lado de um guarda encarregado de sua custódia. Ambos escaparam ilesos.

sa/dm

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