Argentina enviará ao Haiti avião militar com ajuda humanitária

Buenos Aires, 13 jan (EFE).- O Governo da Argentina anunciou hoje o envio ao Haiti de um avião militar com ajuda humanitária para socorrer as vítimas do forte terremoto que atingiu o país caribenho nesta terça-feira.

EFE |

"Dentro deste panorama de emergência humanitária e em solidariedade ao povo haitiano, o Governo argentino programou o envio de um avião Hércules da Força Aérea contendo produtos destinados a atender o amplo espectro de necessidades urgentes da população atingida", diz um comunicado oficial.

Além disso, o Executivo argentino informou que está coordenando com a União Internacional de Telecomunicações o envio ao Haiti de equipamentos de telefonia via satélite para estabelecer comunicação de voz e dados, dado que os serviços telefônicos foram duramente afetados pelo terremoto.

No comunicado, o Governo argentino expressou sua "profunda dor e solidariedade ao Governo e ao povo haitianos".

Além disso, manifestou seu pesar pela morte do gendarme argentino Gustavo Gómez, de 33 anos, que há dez meses era militar das Nações Unidas e morreu no desabamento do edifício da missão da ONU em Porto Príncipe.

"Até o momento, não se registraram outras perdas humanas na comunidade argentina residente no Haiti nem no contingente de nossas Forças Armadas e de Segurança desdobrado na Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah), integrada por 560 soldados", diz o comunicado.

De acordo com os primeiros relatos, os danos materiais causados às instalações militares argentinas não estão prejudicando o trabalho do pessoal ali destacado, segundo a nota oficial.

"Da mesma forma, apesar de o edifício da Embaixada Argentina no Haiti ter sofrido danos, os funcionários argentinos continuam desenvolvendo suas tarefas", acrescenta o comunicado.

O Hospital Militar Argentino, único em funcionamento em Porto Príncipe, atendeu até o momento mais de 800 feridos e também realizou operações de alta complexidade.

Além disso, helicópteros da Força Aérea Argentina foram usados no transporte de feridos para Santo Domingo, na vizinha República Dominicana.

O poderoso terremoto aconteceu às 19h53 (Brasília) de terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do Haiti. O primeiro-ministro do país, Jean-Max Bellerive, cifrou hoje em "centenas de milhares" o número de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 11 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no terremoto. EFE nk/bba

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