Argentina envia ao Haiti purificador de água em nova ajuda humanitária

Buenos Aires, 15 jan (EFE).- A Argentina enviou hoje ao Haiti um segundo avião militar com uma unidade purificadora de água, seis banheiros químicos, remédios e alimentos para colaborar na ajuda humanitária ao país caribenho, que foi castigado por um terremoto na última terça-feira.

EFE |

Neste novo avião, um Hércules das Forças Armadas do país sul-americano, viajam também médicos, especialistas em catástrofes, quatro militares uruguaios com cachorros farejadores e um grupo de jornalistas locais, informaram fontes oficiais.

O material médico está destinado ao Hospital Militar Argentino, que funciona em Porto Príncipe e que atendeu centenas de feridos no terremoto de 7 graus na escala Richter que sofreu o país caribenho na terça-feira passada.

Este segundo contingente partiu quando o avião não conseguiu aterrissar na capital do Haiti ontem à noite com a primeira partida de ajuda humanitária.

O avião esta parado a 120 quilômetros de Santo Domingo já que tanto o aeroporto da capital da República Dominicana como o de Porto Príncipe está congestionado.

A estimativa é de que o avião não consiga chegar à ilha caribenha assolada pelo terremoto até amanhã, informaram hoje fontes oficiais.

Segundo o comandante operacional do Estado-Maior Conjunto, Daniel Camponovo, afirmou hoje que estão fazendo o possível para que o Hércules que espera na República Dominicana possa ingressar ao Haiti.

Este primeiro avião transportava material médico, equipes de eletricistas, telefones de satélites e mantimentos, assim como médicos e voluntários de capacetes brancos especializados em catástrofes para colaborar com as tarefas humanitárias que se desenvolvem no Haiti.

A Gendarmaria Nacional (Guarda Nacional) informou hoje que os restos do cabo argentino falecido no Haiti, Gustavo Gómez, chegarão a Buenos Aires neste domingo, e após receber as honras correspondentes serão levados até a sua cidade natal.

O subdiretor da Organização Pan-americana da Saúde (OPS), Jon Andrus, admitiu hoje que apesar das dificuldades para confirmar um número oficial de mortos no terremoto, diversas fontes calculam que existam entre 50 mil e 100 mil.

O terremoto de 7 graus na escala Richter ocorreu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, elevou hoje para 17 o número de brasileiros mortos no país - considerando as mortes de Luiz Carlos da Costa (da ONU) e de outro brasileiro não identificado -, segundo informações da "Agência Brasil".

Desse total, 14 são militares e foram confirmados pelo Exército brasileiro como integrantes da Força de Estabilização do Haiti (Minustah).

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor. EFE ea/dm

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