BUENOS AIRES (Reuters) - A entidade Avós da Praça de Maio anunciou na terça-feira que conseguiu restituir a identidade de outro filho de desaparecidos durante a última ditadura militar argentina. Já são 96 pessoas que descobriram, por meio de exames de DNA, seu parentesco com vítimas do regime (1976-83).

"A dúvida não pode ficar instalada na vida de nenhuma pessoa, porque é viver com uma carga enorme", disse a jornalistas Estela de Carlotto, presidente da entidade, após fazer o anúncio em entrevista coletiva.

"Transfere-se a falta de identidade aos filhos depois, e assim por gerações. E dizem os psicólogos e a história que isso vem à luz a qualquer momento", acrescentou.

A ditadura, durante a qual foram seqüestradas, torturadas ou assassinadas cerca de 30 mil pessoas, implementou um plano sistemático de roubo de bebês de prisioneiros políticos, segundo denúncias de grupos de defesa de direitos humanos.

(Reportagem de Karina Grazina)

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