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Argentina diz que Grã-Bretanha age de forma unilateral nas Malvinas

O vice-ministro das Relações Exteriores da Argentina, Victorio Taccetti, disse, nesta quinta-feira, que o governo da Grã-Bretanha agiu de forma unilateral e agressiva ao autorizar o início da exploração de petróleo, prevista para os próximos dias, nas Ilhas Malvinas (chamadas de Falklands, para os britânicos).

BBC Brasil |


"É um ato unilateral e de agressão por parte do Reino Unido", disse o ministro a emissoras de televisão locais. "Esse assunto (busca de petróleo) dificulta a relação normal que queríamos ter com a Grã Bretanha", declarou.

Taccetti afirmou ainda que o governo argentino da presidente Cristina Kirchner continuará apelando "a todos os fóruns internacionais" para que a Grã-Bretanha "aceite dialogar" sobre a soberania do arquipélago no Atlântico Sul, como quer a Argentina.

"O Reino Unido não tem atendido aos nossos pedidos e às recomendações e apoio que temos recebido através do Mercosul, da Unasul. Existe uma enorme ação diplomática e um consenso importante na comunidade internacional de que os dois países devem negociar. Mas o Reino Unido atua de forma unilateral", afirmou Taccetti.

As declarações do vice-chanceler argentino foram feitas após o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, ter afirmado que o país está preparado para proteger as ilhas.

Apoio regional

O ministro anunciou também que a Argentina levará a questão para a reunião do Grupo do Rio, marcada para este final de semana, no México.

Assessores da chancelaria argentina disseram que o objetivo é conseguir "apoio regional" a favor da Argentina nesta nova etapa de diferenças com a Grã-Bretanha em torno das Ilhas Malvinas.

Tacetti falou aos parlamentares da comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados sobre o decreto da presidente Cristina Kirchner, assinado esta semana, que determina que os barcos que fazem o percurso para as Ilhas peçam autorização do governo argentino.

"O decreto é um passo mais na nossa estratégia de defesa dos nossos direitos. O que ocorre hoje é um caso de usurpação das Malvinas. E existe uma série de normas que vão ser a base da nossa estratégia de defesa das Ilhas", disse o vice-chanceler.

Ele disse ainda que a Organização das Nações Unidas (ONU) recomendou o "diálogo" entre as partes na busca de um entendimento.

A previsão é de que o ministro argentino das Relações Exteriores, Jorge Taiana, se reúna, na próxima quarta-feira, com o secretário-geral da ONU, Ban-Ki Moon, para reclamar contra a exploração de hidrocarbonetos naquela região que, na opinião dos argentinos, está "em litígio".

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