Argentina diz que defenderá empresas nacionalizadas por Chávez

BUENOS AIRES (Reuters) - A Argentina prometeu nesta segunda-feira defender os interesses das empresas de capitais locais que foram nacionalizadas na Venezuela, após grupos de empresários criticarem a decisão e exigirem a intervenção do governo. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, expropriou na quinta-feira uma série de empresas entre as quais três ligadas ao conglomerado argentino Techint, que em 2008 havia sido afetado pela nacionalização de sua siderúrgica Sidor.

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"Vamos colocar todo o empenho, absolutamente todo o empenho para que, em caso de se concretizar qualquer tipo de estatização, seja por um preço justo, e possamos defender desta maneira todos os investimentos que nossos empresários têm neste país", disse o ministro do Interior argentino, Florencio Randazzo.

Com a assinatura ainda recente do acordo no qual Caracas indenizará a Ternium, empresa do grupo Techint, com 1,97 bilhão de dólares pela estatização da Sidor, a nova medida de Chávez sacudiu o empresariado argentino.

Diversas entidades emitiram comunicados solicitando ao governo que intervenha para impedir a nacionalização e solicitaram respeito à propriedade privada.

A Casa Rosada disse que apoiará a Techint na negociação, mas que a decisão soberana da Venezuela deverá ser respeitada.

O anúncio da estatização da Tavsa e da Matesi, de propriedade da Techint, e da Comsigua, na qual o grupo tem participação, se deu uma semana após a visita de Chávez a Buenos Aires.

A oposição argumenta que a proximidade de Buenos Aires com o presidente venezuelano é um apoio implícito a este tipo de medida, o que foi negado por Randazzo.

"Não estamos a favor das estatizações de forma geral", disse o funcionário, acrescentando que a decisão de estatizar empresas na Argentina durante os últimos anos foi tomada porque não havia "outro caminho".

(Por Damián Wroclavsky)

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