Argentina desmente suspensão de relações comerciais com Irã

Buenos Aires, 2 dez (EFE).- O Governo argentino esclareceu hoje que não anunciou a suspensão de suas relações comerciais com o Irã, desmentindo uma notícia divulgada pela Agência Judaica de Notícias (AJN), com sede no país sul-americano.

EFE |

A informação foi divulgada depois que as autoridades do Irã disseram que "os juízes argentinos estão entre os mais corruptos que há no mundo", após o país sul-americano ter rejeitado um pedido para capturar oito ex-funcionários iranianos envolvidos num atentado terrorista que deixou 85 mortos em Buenos Aires no ano de 1994.

O ministro argentino de Justiça, Segurança e Direitos Humanos, Aníbal Fernández, não fez nenhum anúncio sobre comércio exterior no encontro que teve hoje com autoridades do Comitê Judaico Americano.

A informação é de seu porta-voz, Fernando Coradazzi.

"O ministro não faz anúncios vinculados a temas que não são de sua competência. Não vamos desmentir algo que nunca afirmamos. Que o faça quem disse", comentou Coradazzi em nota.

Segundo a informação divulgada pela AJN, a decisão de suspender o comércio com o Irã foi comunicada por Fernández aos membros do Comitê Judaico Americano. Entretanto, Coradazzi disse que o ministro só falou de temas específicos da pasta.

O comércio entre Argentina e Irã representa cerca de US$ 1 bilhão por ano. As relações diplomáticas entre ambos já estavam congeladas desde meados da última década por conta das investigações relativas ao mesmo atentado.

"A Argentina é bem conhecida no mundo todo por seus juízes corruptos", comentou ontem Ghashghavi em entrevista coletiva na capital iraniana, Teerã, e divulgada pela agência "Irna".

Rodolfo Canicoba Corral, juiz argentino que acusou o Irã de planejar o atentado, rejeitou as acusações e disse que o país asiático "apela ao agravo" porque "lhe faltam razões".

Corral também acusou o grupo xiita libanês Hisbolá pela autoria do ataque.

Entre os solicitados pela Justiça estão o ex-presidente iraniano Ali Akbar Rafsanjani e três ex-funcionários da embaixada do Irã em Buenos Aires.

No mês de setembro de 2004, 22 pessoas acusadas de cumplicidade no atentado contra a Amia foram absolvidas, incluindo alguns ex-policiais, após quase três anos de julgamento. EFE hd/dp

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG