Em discurso, Cristina Kirchner ordena que informe feito sobre a Guerra das Malvinas nos anos 1980 se torne público

A presidenta Cristina Kircher anunciou na noite desta terça-feira que a Argentina vai denunciar o Reino Unido à Organização das Nações Unidas (ONU) pela militarização no Atlântico Sul.

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Presidenta argentina Cristina Kirchner faz pronunciamento no Palácio do Governo em Buenos Aires
AFP
Presidenta argentina Cristina Kirchner faz pronunciamento no Palácio do Governo em Buenos Aires

Em discurso na Casa Rosada, a líder ordenou a publicação do Informe Rattenbach, documento resultante do trabalho de uma comissão para analisar e avaliar o desempenho das Forças Armadas do país na Guerra das Malvinas.

Cristina intruiu seu chanceler Héctor Timerman para denunciar a militarização da área ao Conselho de Segurança da ONU.

Governadores, legisladores, funcionários, veterano das Guerras das Malvinas, e militantes pró-Kirchner se reuniram para ouvir o anúncio da presidenta. Entre os presentes, se destacou a embaixadora argentina no Reino Unido, Alicia Castro.

A líder legitimou que se torne público o Informe Rattenbach, documento produzido por um conselho durante o governo de Reynaldo Bignone (1982-1983). Além disso, ela criou uma comissão, formada por funcionários públicos e pelo coronel Benjamín Rattenbach, filho do general que redigiu o informe, para analisar o conteúdo do relatório.

"Malvinas deixou de ser uma causa dos argentinos para transformar uma causa global", disse a presidenta.

Nas últimas semanas, às vésperas do 30º aniversário da guerra, em 2 de abril, travada entre o Reino Unido e a Argentina pelas Malvinas, Londres e Buenos Aires aumentaram a disputa pela soberania das ilhas, com 2.913 habitantes, onde desde quinta-feira está o príncipe William.

O Reino Unido anunciou na semana passada que vai enviar em breve às Malvinas um de seus navios de guerra mais modernos, o destróier HMS Dauntless, apesar de informar que a operação havia sido planejada há muito tempo.

Diplomatas britânicos consideram que a Argentina tenta organizar um bloqueio econômico às Malvinas e impedir a saída do único voo da LAN Chile que liga as ilhas ao continente americano, afirmou na semana passada o jornal The Guardian.

Com agências internacionais

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