Argentina, Cuba, Espanha e Uruguai são escolhidos para órgão da AIEA

Viena, 3 out (EFE).- Argentina, Cuba, Espanha e Uruguai foram escolhidos hoje pela Assembléia Geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para terem um assento no Conselho de Governadores do órgão executivo da agência da ONU que administra a segurança nuclear.

EFE |

A confirmação da escolha, que não teve oposição entre nenhum dos 145 integrantes da AIEA, foi dada pelo presidente da assembléia, o diplomata italiano Gianni Ghisi.

Estes países entram na Junta de 35 membros junto com Turquia, Romênia, Burkina Fasso, Egito, Malásia e Nova Zelândia, e ainda resta decidir um lugar para o grupo do Oriente Médio, onde Síria e Afeganistão defendem sua entrada.

Os 11 membros que saem do órgão da ONU são Áustria, Bolívia, Brasil, Chile, Croácia, Etiópia, Finlândia, Marrocos, Nigéria, Paquistão e Tailândia.

A América Latina ficará representada por cinco países: Cuba, Uruguai, Equador, México e Argentina, que renova sua presença no Conselho.

Os membros devem decidir sobre os programas atômicos do Irã, país ao qual o Conselho de Segurança da ONU pediu insistentemente que detivesse seus trabalhos nucleares, e da Coréia do Norte, que parece estar a ponto de retomar seu programa de plutônio no reator nuclear de Yongbyon.

Após a Coréia do Norte destruir, em junho, a torre de refrigeração deste reator, as negociações pararam por causa da insistência dos Estados Unidos de que se chegasse a um regime de verificação do processo de desnuclearização e pela recusa de Pyongyang de fazer isto.

Outro importante assunto que será tratado nas próximas conversas são as possíveis candidaturas para o cargo de diretor-geral da AIEA.

O egípcio Mohamed ElBaradei, de 66 anos, eleito em três oportunidades desde 1997, termina seu mandato no próximo ano e já deixou claro que não vai se candidatar para mais quatro anos.

O carismático ElBaradei, que ganhou o prêmio Nobel da Paz em 2005, dirigiu as inspeções no Iraque em busca de armas de destruição em massa antes da invasão ao país pelos EUA, em 2003.

Também se opôs à intervenção militar americana, alegando que seus inspetores não constataram que o regime de Saddam Hussein tivesse reativado seu programa nuclear.

Até o momento, as únicas candidaturas oficiais para o cargo são a do Japão, que propôs seu representante permanente na AIEA, Yukiya Amano, e da África do Sul, que indica seu embaixador Abdul Minty.

Segundo fontes diplomáticas ligadas à AIEA em Viena, outros possíveis candidatos são o atual número dois da entidade, o finlandês Olli Heinonen, e o argentino Rogelio Pfirter, diretor-geral da Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) em Haia.

Habitualmente, cada grupo regional de países escolhe seus candidatos e não são necessárias votações, mas a recusa de Damasco e Cabul a renunciarem suas aspirações pode fazer com que a Assembléia Geral tenha de decidir hoje, pela primeira vez em uma votação, entre dois solicitantes. EFE ll/fh/fal

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