Argentina convoca embaixador dos EUA para explicações

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, convocou o embaixador dos Estados Unidos no país, Earl Anthony Wayne, para explicar as afirmações do novo diretor da CIA, Leon Panetta, de que a crise internacional pode desestabilizar países como a Argentina, Venezuela e Equador. A informação foi divulgada nesta quinta-feira pelo ministro das Relações Exteriores da Argentina, Jorge Taiana, em declarações à imprensa local, mostradas ao vivo pelas principais emissoras de televisão do país.

BBC Brasil |

Segundo Taiana, o embaixador foi intimado a dar explicações para as autoridades argentinas nesta sexta-feira.

"Por instrução da presidente, convoquei o embaixador Wayne para exigir explicações diante destas lamentáveis declarações. Não é essa a visão que existe sobre o nosso país nos dois partidos (dos EUA, Democrata e Republicano) e entre integrantes do governo dos Estados Unidos".

Taiana ainda afirmou que considera as declarações uma "ingerência inaceitável" e criticou o papel da CIA (Agência Central de Inteligência, na sigla em inglês) na América Latina.

"Consideramos inaceitável a ingerência nos assuntos internos do nosso país. Ainda mais de um setor que tem uma triste história ligada à nossa região. As declarações são infundadas e irresponsáveis e não mostram maturidade e respeito que devem existir entre dois países", disse.

Em uma entrevista coletiva na última quarta-feira, o novo diretor da CIA afirmou que a agência começou a enviar relatórios diários ao governo americano sobre as consequências da crise econômica internacional em diversos países.

Panetta afirmou ainda que países como Argentina, Equador e Venezuela estão em uma situação econômica difícil e que podem ser desestabilizados pela crise.

As declarações de Panetta foram reproduzidas nesta quinta-feira pelos principais jornais online da Argentina.

Diante da polêmica gerada, a Embaixada dos Estados Unidos no país declarou, nesta quinta-feira, que a CIA "não tinha a intenção de transmitir preocupação dos Estados Unidos sobre a Argentina", segundo publicou a edição online do jornal argentino Clarín
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