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Argentina considera irregular julgamento nos EUA por Caso da Mala

Buenos Aires, 15 set (EFE).- O Governo argentino considerou hoje que o julgamento nos Estados Unidos pelo chamado Caso da Mala é de uma irregularidade fenomenal e ainda insistiu no pedido de extradição do empresário venezuelano Guido Antonini Wilson.

EFE |

"Tudo é irregular nessa causa", disse o ministro da Justiça argentino, Aníbal Fernández.

Assim o ministro respondeu ao ser perguntado sobre o escândalo de agosto de 2007, quando Antonini Wilson foi encontrado com US$ 800 mil não declarados dentro de uma mala em Buenos Aires. O dinheiro seria supostamente destinado à campanha eleitoral da atual presidente argentina, Cristina Fernández Kirchner.

O ministro questionou a atuação dos promotores americanos Alexander Acosta e Tomas Mulvihill no caso, afirmou que eles que não possuem experiência no âmbito judicial e lembrou que Antonini Wilson é reclamado pela Justiça argentina "há mais de um ano".

Conforme disse o chefe de Gabinete argentino, Sergio Massa, "para a Justiça argentina e para a lei argentina, Antonini é um delinqüente foragido".

O chefe de ministros afirmou que o venezuelano "já tem na Justiça argentina vários pedidos de extradição levados adiante (...) a pedido da Chancelaria", o que torna necessária a apresentação dele para declarar.

No marco da investigação na Argentina, o juiz Daniel Petrone convocou hoje o advogado Guillermo Ledesma, que apresentou um documento para pedir que seu comparecimento nas próximas horas fosse adiado.

O juiz Petrone investiga se os US$ 800 mil estavam destinados à campanha eleitoral de Cristina, que assumiu o cargo de presidente em dezembro.

O magistrado solicitou as gravações do FBI (polícia federal americana) divulgadas durante o julgamento em Miami ao venezuelano Franklin Durán, acusado de fazer parte de um grupo de agentes da Venezuela que tentou impedir que Antonini Wilson revelasse o destino do dinheiro levado ilegamente para a Argentina.

Após a difusão das fitas, o Governo argentino acusou o FBI do escândalo e denunciou que os EUA utilizam o caso com "fins políticos".

Antonini Wilson, que tem cidadania americana, vive nesse país e decidiu colaborar com o FBI na investigação, por isso que se transformou na principal testemunha da Promotoria Federal de Miami e espera-se que fale ainda esta semana.

No entanto, a imprensa argentina informou no último fim de semana que, no vôo que levou Antonini a Buenos Aires, havia outros US$ 4,2 milhões supostamente destinados também à campanha de Cristina, o que foi desmentido pela Polícia de Segurança Aeroportuária. EFE ms/rb/rr

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