Argentina condena 13 por crimes contra humanidade

Réus foram condenados por crimes cometidos durante a ditadura militar nos anos 70 e 80

AFP |

A Justiça argentina condenou na terça-feira 13 pessoas por crimes contra a humanidade durante a última ditadura militar (1976-1983).

Na Província de Mendoza (oeste), foram condenados à prisão perpétua o ex-tenente do Exército Aníbal Guevara Molina e os ex-policiais Raúl Ruiz Soppe e Juan Labarta Sánchez, enquanto o advogado Raúl Egea Bernal recebeu uma pena de oito anos de prisão, revelou o Centro de Informação Judicial (CIJ). Todos cumprirão pena em regime comum, sem o benefício da prisão domiciliar.

Na Província de La Pampa (centro), um militar e oito policiais foram condenados a penas de entre 8 e 20 anos de prisão por privação ilegal de liberdade e tortura em centros clandestinos de detenção.

O coronel reformado Néstor Greppi recebeu 20 anos de prisão, do mesmo modo que os ex-policiais Roberto Constantino, Omar Aguilera, Roberto Fiorucci e Carlos Reinhart. Néstor Cenizo foi condenado a 14 anos, Athos Reta e Oscar Yorio, a 12 anos, e Hugo Marenchino, a 8 anos de prisão.

Desde a anulação, em 2003, das leis de anistia, centenas de casos de violações dos direitos humanos na Argentina foram reabertos, com o total de 131 condenações até o momento.

    Leia tudo sobre: argentinaditadura militar

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG