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Argentina afirma que intransigência de Micheletti impediu acordo

Tegucigalpa, 25 ago (EFE).- O chanceler argentino, Jorge Taiana, afirmou hoje que a intransigência do Governo de Roberto Micheletti impediu a Organização dos Estados Americanos (OEA) de chegar a um acordo para o retorno do presidente hondurenho deposto Manuel Zelaya.

EFE |

Taiana lamentou que a missão de chanceleres de países-membros da OEA, que durante dois dias tentou chegar a um acordo, "tenha fracassado pela intransigência do Governo ilegítimo liderado por Roberto Micheletti".

O chanceler argentino lembrou que Zelaya, com cujos representantes a missão se reuniu, reiterou "sua vontade de assinar o Acordo de San José, que tem como objetivo conseguir uma solução pacífica, democrática e que respeite a ordem constitucional neste país".

O Acordo de San José, proposto pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias, inclui o retorno sob condições de Zelaya, um Governo de unidade e reconciliação nacional, a antecipação das eleições, uma anistia política e uma comissão da verdade e verificação internacional, entre outros pontos.

Taiana, que integrou a missão de chanceleres, reiterou que esta "quebra da ordem constitucional (em Honduras) significa e representa um grave e inaceitável precedente para todos os países da região".

O chanceler reafirmou "a necessidade de que o presidente Zelaya seja restituído para conseguir o pleno restabelecimento da democracia e o estado de direito neste país".

Ele expressou ainda a preocupação de organizações da sociedade civil hondurenha com a violação dos direitos humanos após a deposição de Zelaya, em 28 de junho, quando o Parlamento designou Micheletti como presidente do país.

Taiana lembrou que uma delegação da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) que visitou Honduras na semana passada "confirmou a existência de um padrão de uso desproporcional da Polícia, detenções arbitrárias, e controle da informação e da liberdade de imprensa".

A missão da OEA se reuniu na segunda-feira e hoje em Tegucigalpa com representantes de diversos setores em procura do acordo. EFE lam/db

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