Argélia proíbe aluguéis a Embaixada dos EUA

Argel, 6 fev (EFE).- As autoridades argelinas rejeitaram a solicitação da Embaixada dos Estados Unidos para alugar casas e escritórios na região próxima à casa do ex-representante da CIA em Argel, Andrew Warren, acusado por duas argelinas de tê-las estuprado, informaram hoje fontes diplomáticas.

EFE |

A decisão foi tomada pelo Governo argelino depois do escândalo que explodiu na semana passada após a revelação pela imprensa americana da acusação contra Warren, que foi transferido para os EUA no ano passado.

Fontes da Embaixada americana em Argel disseram que o número de visitas entre a legação e as diferentes instituições oficiais argelinas se reduziu consideravelmente após a publicação das acusações contra Warren.

O contrato de aluguel da residência onde morava o agente americano em Argel e onde supostamente ocorreram os estupros foi rescindido.

O partido islamita argelino Annahda (O Renascimento) pediu esta semana o fechamento de todos os escritórios dos serviços de informação americanos no país norte-africano.

Andrew Warren foi acusado por duas jovens argelinas de tê-las drogado e estuprado, segundo informou a rede de televisão americana "ABC".

Ambas as supostas vítimas, uma delas com dupla nacionalidade argelino-espanhola e outra argelino-alemã, apresentaram uma denúncia contra Warren em setembro.

O agente da CIA foi transferido a Washington um mês depois, segundo confirmou à Agência EFE a Embaixada americana em Argel, e as autoridades dos EUA abriram uma investigação sobre o caso. EFE jg/jp

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