Arábia Saudita rejeita apelos dos EUA sobre Israel

Por Sue Pleming WASHINGTON (Reuters) - A Arábia Saudita acusou na sexta-feira Israel de não levar a sério a paz com os palestinos, e rejeitou os apelos dos EUA para melhorar as suas relações com o Estado judeu, como forma de lançar rapidamente negociações regionais de paz.

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O chanceler saudita, Saud Al Faisal, disse que a abordagem sugerida pelos EUA não funcionaria, e que questões essenciais precisam ser resolvidas previamente.

"A segurança temporária e medidas de construção de confiança tampouco irão trazer paz. O que é necessário é uma abordagem abrangente que defina o resultado final e lance negociações sobre questões relativas ao status final (do Estado palestino)", disse Faisal em entrevista coletiva ao lado da secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton.

Em termos duros, o ministro afirmou que Israel está desviando a atenção das questões prioritárias, como as fronteiras e o status dos refugiados, ao promover obras em assentamentos judaicos da Cisjordânia.

"Israel deve decidir se quer uma paz real, que está à mão, ou se quer continuar ofuscando e, como resultando, levando a região para um turbilhão de instabilidade e violência", afirmou o chanceler.

O governo Obama tenta convencer os governos árabes a atenuarem suas sanções contra Israel, caso os israelenses congelem os assentamentos, o que poderia ser um primeiro passo no processo de paz. Líderes árabes têm reagido com ceticismo à ideia.

"A questão não é o que o mundo árabe irá oferecer", disse Saud. "A questão realmente é: o que Israel dará em troca desta oferta abrangente?"

Segundo Saud, Israel está sendo chamado a devolver terras que "antes de mais nada jamais lhe pertenceram".

Questionada sobre se as posições sauditas complicavam os esforços de paz dos EUA, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, respondeu: "Não, não acho".

De acordo com ela, a meta dos EUA é obter um acordo das partes para começar negociações com a intenção de resolver todas as questões "de modo abrangente".

"Sabemos que isso tudo está no processo que tem de ser cumprido, e estamos olhando para frente para ver se as partes se sentam à mesa de negociação apoiadas não só pelos Estados Unidos, mas por outras nações, lideradas pela Arábia Saudita", disse Hillary.

O enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, George Mitchell, tem buscado promover medidas de construção de confiança mútua, na esperança de retomar um diálogo abandonado totalmente desde a ofensiva israelense de dezembro contra o Hamas na Faixa de Gaza.

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