Arábia Saudita reforça controle em peregrinação a Meca

Por Inal Ersan MENA, Arábia Saudita (Reuters) - Centenas de milhares de peregrinos muçulmanos apedrejaram muros que simbolizavam o demônio em um vale estreito perto da cidade sagrada de Meca, na segunda-feira, na etapa mais perigosa da peregrinação do haj.

Reuters |

Os peregrinos começaram os três dias de cerimônia de apedrejamento e comemoraram o primeiro dia de Eid al-Adha, que celebra a disposição de Abraão a sacrificar seu filho para Deus.

"Levou bastante tempo já que eles nos fizeram andar em fila, mas foi fácil", disse Osama Khashaba, contador egípcio, depois de jogar pedras na ponte Jamarat, em um ritual que representa a rejeição à tentação.

A ponte no vale de Mena foi cena de vários tumultos sangrentos. O último incidente ocorreu em 2006, quando 362 pessoas foram esmagadas até a morte, na pior tragédia em uma peregrinação desde 1990.

Autoridades sauditas disseram ter feito ajustes para aliviar o fluxo de peregrinos na ponte, acrescentando um nível extra, disponibilizando quatro plataformas das quais se pode jogar as pedras a cada dia.

Neste ano, as autoridades também apelaram aos peregrinos que joguem suas pedras em qualquer momento do dia, em vez de somente à tarde, como alguns clérigos sauditas insistiam no passado.

A Arábia Saudita ainda não teve registro de incidentes na peregrinação, que impõe desafios logísticos e foi marcada, nos anos anteriores, por incêndios, desabamentos de hotéis, confrontos entre polícia e manifestantes, além dos tumultos causadas pela superlotação.

"Vamos fazer dos acidentes uma parte do passado que nunca mais voltará", disse um programa da televisão saudita.

Medidas para controlar a multidão, envolvendo forças de segurança e caminhos marcados por barreiras, guiam os peregrinos aos três locais perto da ponte de Mena de onde podem jogar pedras coletadas durante a noite em um local chamado Muzdalifa.

"Essa lotação é mesmo assustadora", disse Umm Mohammad, peregrino sírio. "Que Deus permita que ninguém se machuque."

O governo também está mais duro neste ano, evitando que sauditas e estrangeiros participassem do evento sem autorização oficial. A mídia saudita disse que um recorde de 1,72 milhão de peregrinos foram a Meca neste ano. Mais de meio milhão geralmente vem da própria Arábia Saudita, lar de locais sagrados muçulmanos.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG