Arábia Saudita desmonta célula terrorista que atacaria campos de petróleo

Munif Safoghi. Riad, 24 mar (EFE).- As autoridades da Arábia Saudita anunciaram hoje que detiveram em fevereiro mais de 100 supostos terroristas que, entre outros objetivos, pretendiam atacar instalações de extração de petróleo do nordeste do país.

EFE |

Um funcionário do Ministério do Interior, que pediu para que sua identidade fosse mantida em sigilo, disse à agência Efe que os detidos são 47 sauditas, 51 estrangeiros e outras 15 pessoas cujas nacionalidades estão sendo confirmadas.

Esta é a maior investida contra supostos terroristas ocorrida nos últimos meses na Arábia Saudita, que em maio de 2003 começou a ser atacada por grupos islamitas ligados à rede terrorista Al Qaeda e que desde então realiza uma dura campanha antiterrorista.

A fonte oficial disse que a maioria dos estrangeiros vem do Iêmen, mas também há um grande número de somalis - um grupo islamita somali anunciou recentemente sua intenção de se juntar aos quadros da Al Qaeda no Iêmen.

De acordo com a mesma fonte, os supostos terroristas foram aprisionados em diferentes áreas do país. Todos eles faziam parte de uma única célula vinculada à Al Qaeda na Península Arábica.

Esta organização, ligada ao grupo terrorista liderado pelo saudita Osama bin Laden, tem sede no Iêmen.

Entre as pessoas detidas, há 12 supostos terroristas que iriam participar de operações suicidas e que foram detidos poucos dias antes de cometer atentados contra as instalações petrolíferas no nordeste da Arábia Saudita.

O grupo também planejava atacar uma universidade recentemente inaugurada na cidade de Jidá, às margens do Mar Vermelho, acrescentou a fonte.

As autoridades creem que a maioria dos estrangeiros entrou no país durante o conflito armado de agosto passado no noroeste do Iêmen entre o Exército do país vizinho e rebeldes xiitas, segundo a mesma fonte.

O porta-voz acrescentou que os rebeldes xiitas iemenitas, também conhecidos como huties, tinham fornecido armas e explosivos à célula terrorista.

Em fevereiro passado, os huties firmaram um cessar-fogo, ainda vigente, com o Governo do Iêmen.

Centenas de supostos membros da Al Qaeda foram detidos pelas forças de segurança do Iêmen nos últimos anos e mais centenas morreram em atentados suicidas.

A última operação conhecida da Al Qaeda na Arábia Saudita aconteceu em 27 de agosto de 2009. Foi a tentativa de assassinato do vice-ministro para Assuntos de Segurança do Ministério do Interior, príncipe Mohammed bin Naif bin Abdul Aziz.

Aziz ficou levemente ferido na explosão de uma bomba de baixa potência que um terrorista suicida carregava junto ao corpo.

O terrorista tinha pedido uma reunião com o vice-ministro com a intenção de se entregar às autoridades.

A última campanha de detenções na Arábia Saudita aconteceu em agosto de 2009 e terminou com a detenção de 44 supostos militantes da Al Qaeda.

No começo de 2009, Riad publicou uma lista com os nomes de 85 suspeitos de pertencer à rede terrorista, entre eles 83 sauditas e dois iemenitas.

Segundo um relatório do Ministério do Interior saudita divulgado em setembro passado, as autoridades sauditas conseguiram frustrar 31 ataques de grupos extremistas vinculados à Al Qaeda nos últimos seis anos. EFE ms-aj-ag-ssa/bba

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