Arábia Saudita anuncia prisão de 520 suspeitos de terrorismo

Por Andrew Hammond RIAD (Reuters) - A Arábia Saudita deteve desde janeiro 520 suspeitos de envolvimento com a Al Qaeda, alguns deles acusados de planejar ataques com carros-bomba contra uma instalação de petróleo no reino, disse o Ministério do Interior nesta quarta-feira.

Reuters |

Um comunicado do Ministério lido na televisão saudita disse que os homens detidos participavam de uma operação maior, administrada do exterior, que envolvia grupos militantes presos no ano passado.

Entre os presos, estão alguns cidadãos africanos e asiáticos.

O ataque às instalações petrolíferas estariam coordenadas com Ayman al-Zawahri, número 2 da al Qaeda, que planejava mandar militantes do Iraque, Afeganistão e do norte da África para o país, para que ajudassem na empreitada, disse o comunicado.

'As forças de segurança conseguiram prender uma célula (do grupo) em uma província do leste liderada por moradores africanos. A grande preocupação era se aproximar das pessoas que trabalhavam no setor petrolífero para arranjar emprego ali', disse.

O reino, que tem sido alvo de atos violentos de militantes ligados à Al Qaeda desde 2003, prendeu centenas de suspeitos em 2007, mas, devido ao aumento da segurança, não sofreu nenhuma ameaça séria nos últimos dois anos.

O Ministério disse que, ao todo, 701 pessoas foram presas nos últimos meses, mas 181 foram soltas por falta de provas.

O último ataque dos militantes tentou destruir a maior instalação de processamento de petróleo em Abqaiq, em fevereiro de 2006.

A Arábia é o maior exportador de petróleo do mundo.

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